Abstract:
O Sudeste Paraense tem sido uma região de extraordinária dinâmica na Amazônia brasileira. Lá se alocaram os grandes projetos pecuários financiados pela SUDAM, os quais confrontaram frentes de expansão camponesas e surtos garimpeiros. Principal área de atuação da Vale do Rio Doce no Pará, onde a Companhia tem seu sistema-norte de exploração de metais ferrosos e não-ferrosos, a mesorregião assistiu a transformação de agentes mercantis e extrativistas da economia da madeira e da Castanha-do-Pará em pecuaristas de médio e grande porte. A literatura apresenta duas hipóteses sobre o andamento da economia do sudeste paraense: a de que a extração mineral é enclávica com irrecorríveis limitações de transbordamento e a de a economia agrária evolui por dinâmica de “boom-colapso”, mediante a qual uma fase fortemente ascendente por conta da exploração madeireira seguida por pecuária extensiva daria lugar a uma retração grave seguida de estagnação permanente. Este artigo testa essas hipóteses a partir de um modelo ampliado de multiplicador da base de exportação (Pred 1966; Romer 1986, 1990; Fujita et alii 2002) utilizando os resultados de uma série de matrizes de insumo-produto obtidas com metodologia CS_ (Costa 2009, 2008b,c, 2006a)..
Ordering information: This journal article can be ordered from Secretaria da ANPEC Rua Tiradentes, 17 - Ingá Niterói, RJ 24210-510 Brazil http://www.anpec.org.br/revista/