Abstract:
O mercado de trabalho sofreu profundas transformações desde o começo do capitalismo até o momento atual, sendo possível compará-lo a uma loteria, na qual os trabalhadores passaram a competir entre si por ascensão profissional. Os bilhetes dessa loteria são os investimentos em capital humano. Nela haverá, necessariamente, vencedores e perdedores, com os primeiros apropriando-se do trabalho dos últimos. Dessa realidade, surge uma nova forma de exploração do trabalho, cujo instrumento de legitimação é o capital humano, que reforça a tendência inerente do capitalismo à geração de desigualdade e coloca limitações à visão tradicional de combate à desigualdade baseada na democratização do capital humano. O crescimento também tem limitações, tendo em vista que a motivação microeconômica que gera o crescimento macroeconômico é justamente a busca pela desigualdade. O presente artigo busca analisar essas questões do ponto de vista da economia política das teorias econômicas e no receituário de políticas públicas de combate à desigualdade.
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