Abstract:
O artigo tenta avaliar se o ‘Imperial Instituto Bahiano de Agricultura’, IIBA, - criado em 1859 e implantado em sede definitiva com laboratórios, campos experimentais, etc. na localidade de São Bento das Lages, em 1874 – deu alguma contribuição para o aumento das exportações de produtos agropecuários da Província bem como para a diversificação e dinamização da agricultura de gêneros alimentícios, concorrendo, portanto, para a reversão da crise da economia agrário-exportadora e da crise do abastecimento. Alguns relatos de valor histórico sobre essa instituição – sobretudo avaliações de funcionários públicos dos governos geral e provincial - são cépticos em admitir que o IIBA tenha dado qualquer contribuição relevante para a mudança da base técnica das lavouras regionais. Os argumentos são na linha de que o Instituto esteve mais preocupado com o ensino teórico das ciências agrárias que, propriamente, com pesquisas aplicadas. Alguns historiadores, entretanto, referem-se à trabalhos de introdução e domesticação de várias espécies vegetais de ciclos curto e longo, bem como da prática da assistência técnica, na área de influência do IIBA. Demais, as estatísticas mostram que os últimos vinte anos do século XIX, quando a instituição estava em plena atividade, são marcados pela recuperação da economia agrário-exportadora de uma crise que já durava mais de cinqüenta anos.
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