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A evolução da concentração industrial em Portugal para o período 1982-1992

Horácio Faustino ()

Portuguese Journal of Management Studies, 1995, vol. II, issue 3, 13-43

Abstract: O objectivo deste artigo é fazer a análise da evolução da concentração industrial e a sua relação com o stock de capital humano e a especialização intra-sectorial. Este trabalho integra-se no trabalho mais vasto de caracterização e evolução do padrão de especialização e de comércio no período 1982-1992, que foi o objecto da minha tese de doutoramento. Utilizámos para este estudo o paradigma ecléctico exposto na tese, ou seja, utilizámos diferentes correntes teóricas e diferentes níveis de desagregação estatística para analisar o mesmo fenómeno. Das principais conclusões destacamos: (?) de 1983 para 1989 mantém-se o peso do comércio intra-sectorial (não há alteração significativa da nossa especialização), enquanto temos um reforço do comércio e da especialização intra-sectorial; (??) a partir de 1989 temos reforço do comércio e da especialização intra-sectorial acompanhado de uma diminuição da concentração industrial. (???) os modelos econométricos reforçam a ideia do efeito negativo do aumento de especialização intra-sectorial sobre a concentração industrial a partir de 1989, mas as conclusões não são equivocas: é preciso melhorar a especialização dos modelos através da inclusão das variáveis IDE (investimento directo estrangeiro) e K/Y (rácio capital - produto); (? v) o calculo da intensidade em capital humano – considerado um factor heterogéneo Com seis níveis de qualificação – permitiu-nos concluir que há uma correlação positiva entre a concentração industrial e o stock de capital humano no seu nível mais elevado de qualificação (o nível CH1/L dos quadros superiores), mas uma correlação negativa entre a concentração industrial e o nível intermédio do stock de capital humano um factor homogéneo tínhamos concluído que os sectores mais concentrados eram os mais intensivos em capital humano. Logo, e mais uma vez, reforçamos a nossa convicção de os estudos empíricos serem feitos ao nível mais desagregado possível e utilizando metodologias complementares (alguma repetição da análise é compensada pela segurança das conclusões); (v) quanto aos sectores tradicionalmente exportadores (têxteis, vestuário, calçado e madeira), há a ressaltar o seguinte: - Em termos dos seis níveis de stock de capital humano, estes 4 sectores ocupam, em geral, ao longo dos quatro anos considerados (1983, 1985, 1989 e 1992) lugares no ranking da indústria transformadora para lá da 20ª posição; - Considerando a evolução após a adesão à CEE e considerando os seis níveis de qualificação, o sector que mais melhorou foi o sector do calçado, principalmente nos três níveis mais baixos (CH4/L, CH5/L e Ch6/L); - De 1989 para 1992 (preparação para o mercado único) o sector que melhor reagiu foi o sector do vestuário, excepto calçado no primeiro nível de capital humano, e o sector da madeira, excepto o do mobiliário nos restantes cinco níveis.

Date: 1995
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